Conheça os segredos para você se manter em alta no mercado e ficar longe do corte de executivos nas empresas

Todos os meses as empresas no Brasil demitem até cinco de seus executivos. Os homens são os mais prejudicados pelos cortes de cada cinco gerentes ou diretores demitidos, apenas um é mulher. A pressão por resultados de curto prazo (menos de um ano) atinge agora os mais jovens a partir dos 36 anos de idade. Aproximadamente um quarto dos demitidos está nessa faixa. Considerando o cargo, os gerentes são o alvo em 63% dos casos. Os dados exclusivos são fruto de entrevistas com 394 executivos demitidos (58%) e não demitidos (42%) de empresas de médio e grande portes no Brasil, com faturamento superior a 100 milhões de reais.As respostas foram processadas pelas consultorias H2R Pesquisas Avançadas e Right Management a pedido de VOCÊ S/A. Com base no levantamento, a reportagem apresenta a visão dos demitidos sobre as causas de perder o emprego e contrapõe a percepção deles com as razões que levam as empresas a demitir. Ouvidos sob a proteção do anonimato, 206 executivos de RH abriram todos os motivos que levam as médias e grandes empresas a dispensar seus executivos. Os dados atuais são comparados com outro levantamento, feito em 2000, também pela Right para a VOCÊ S/A. A reportagem traz ainda lições de quatro profissionais que souberam lidar com os altos e se anteciparam aos baixos da carreira e, assim, evitaram a demissão.Você pode fazer o mesmo conhecendo, a seguir, os meandros desse tema tão espinhoso para empresas e empregados.

Quando o corte se tornou inevitável, o administrador de empresas André Portes Gomes, de 33 anos, preferiu assumir o pólo ativo da questão. O ano era 2002 e André trabalhava na Ericsson, onde havia começado três anos antes como trainee. O setor de telecomunicações passava por um momento delicado (demissões a todo vapor!). André não esperou o facão. Ele se antecipou e foi buscar oportunidades no mercado. Hoje, ele é diretor de marketing e vendas da multinacional chinesa Huawei, especializada em serviços de infra-estrutura em tecnologia. Ao contrário de André, infelizmente, a maioria dos profissionais é surpreendida pela demissão. Ou seja, ainda se coloca no pólo passivo da questão.Por isso, quando são demitidos, não têm um plano B para recomeçar. Na verdade, a demissão ainda é um tabu para as empresas (leia a reportagem O Rolo da Demissão) e para os profissionais. Os executivos ouvidos pela pesquisa acreditam que perdem o emprego por atitudes pessoais. Já o RH revela que tanto os aspectos gerenciais (29% das demissões) como os comportamentais (32%) pesam na hora da demissão. "No passado, se dar bem com a equipe bastava. Agora, as empresas exigem também desempenho", diz Marcela Gibrail Barbara, sócia da H2R. De fato, demissão é um tipo de assunto que os profissionais evitam. Primeiro, por um instinto de autopreservação.É natural pensar: eu faço tudo certo, por que estaria na linha de corte? Segundo, por que falar sobre demissão requer uma avaliação honesta e profunda da sua performance, do seu papel na empresa e do seu momento pessoal e profissional.Mas, acredite, o tema demissão atualmente é inevitável.

CENÁRIO MUTANTE

Cedo ou tarde você terá de encarar esse assunto. Uma série de fatores recentes explica essa premissa.Primeiro, a forte onda de fusões e aquisições. De acordo com os dados da consultoria KPMG, no ano passado foram realizadas 473 transações no Brasil, ante 300 em 2005.Um outro estudo da DBM, consultoria especializada em recolocação de gerentes e diretores, mostra que oito em cada dez executivos perdeu o seu posto de trabalho nos últimos dois anos, depois de ver a companhia se fundir ou ser adquirida pelo concorrente. "É o velho dilema de haver uma cadeira para dois profissionais de mesma patente. Um deles acaba caindo fora", resume Marcelo Cardoso, presidente da DBM. Há ainda dois outros fatores que colocam o tema demissão na agenda do dia.

Hoje, há nas empresas uma maior pressão por metas e resultados de curto prazo menos de um ano. A busca por resultados rápidos expõe, mais do que antes, os gerentes ao risco de demissão. Segundo o levantamento da H2R e da Right, eles representam, aproximadamente, três em cada dez demitidos. Há sete anos, 87% das demissões de executivos aconteciam por atitudes pessoais. Hoje, esse percentual caiu para 32%. Isso porque as empresas estão mais preocupadas com o resultado.No caso dos gerentes, o desligamento acontece porque eles são os responsáveis por fazer os números virem à tona. Em outras palavras, se no final de quatro trimestres o saldo geral da operação é negativo, o gerente da área é quem perde o emprego. Por último, com um impacto bem mais reduzido sobre a demissão de executivos, há o aumento do número de IPOs.Se por um lado, a abertura de capital gera uma demanda por profissionais de finanças, auditoria e controladoria, para ficarmos em alguns exemplos, a entrada de novos acionistas eleva a pressão por cortes de custos e otimização de resultados.Regra geral, no primeiro momento, o turnover cresce. Conhecer os fatores externos que afetam a sua empregabilidade é o primeiro passo para não ser pego de calças curtas e ser surpreendido pelo cartão vermelho.Mas tratar a demissão de forma madura, como é o caso dos profissionais cujas histórias são contadas ao longo desta reportagem, requer um esforço a mais. Por exemplo, conhecer suas ambições, seus valores, seus pontos fortes e fracos. Esse exercício exige uma auto-análise um considerável conhecimento de si mesmo. Por último, é muito importante conhecer o seu perfil profissional e buscar identificar em que lugares (áreas ou companhias) você tem melhores chances de se dar bem.

IDENTIFIQUE OS SEUS CICLOS

Para a consultora Stella Angerami, sócia-diretora da Counselling by Angerami, empresa de aconselhamento de executivos, a maioria das demissões ocorre nos hiatos da carreira.Hiato é aquele período de mesmice, em que você não vê oportunidade de aprender coisas novas nem subir na empresa. Nessa hora, a tendência é o profissional se desconectar do chefe, da área ou da companhia. Os que conseguem identificar esse momento procuram ajuda dentro da empresa (chefe) ou fora dela (coach), antes que a questão atinja um ponto crítico.A maioria dos profissionais, diz Stella, não identifica esse momento. O comum é o funcionário começar a reclamar de tudo e de todos. Ele prefere que a empresa resolva a questão o que quase nunca acontece. E aí o profissional se torna passível de demissão. "Poucos sabem identificar seus ciclos profissionais", diz Stella. A carreira tem momentos altos e baixos, quando é preciso fazer uma reflexão mais profunda. Parece óbvio, mas um ciclo tem sempre um começo, um processo e um fim. Encerrar um ciclo nem sempre é chegar ao final, mas é negociar a sua saída. "Já se falou em ciclos de cinco anos", diz Stella. "Com a globalização e a competitividade acirrada, esses ciclos encurtaram para três anos, quando o profissional tem vontade de dar o passo seguinte." Quando fica enroscado em seu ciclo, começam a aparecer sintomas como insatisfação, desmotivação, impaciência, insegurança e desinteresse.

O autoconhecimento é a chave para identificar o fim de um ciclo. "Parece bobagem, mas 80% dos executivos não reconhecem quando estão prontos para uma nova fase", diz Stella. A analista Sandra Vaz, vice-presidente de alianças e canais da Oracle, faz essa auto-análise desde os 17 anos. Todo final de ano, Sandra coloca no papel seus objetivos para o ano seguinte e o que precisa fazer para chegar lá. Assim, trilhou uma carreira de sucesso, sem ser demitida, passando por três empresas. O final de um ciclo não significava exatamente sair da organização. "Tem gente que só olha para cima. Eu sempre achei muito saudável a mudança lateral.Mesmo que seja na mesma empresa", diz.

PARTINDO PARA OUTRA

Caso decida mudar de empresa, uma ótima opção é acionar sua rede de contatos.Dados da DBM apontam que 76% dos profissionais demitidos se recolocam graças às dicas de amigos. No entanto, é preciso manter os olhos bem abertos para saber o que acontece na sua empresa e ficar atento ao que se passa no quintal do vizinho. Afinal, nunca se sabe como será o dia de amanhã.No caso de uma demissão ou de vislumbrar a possibilidade de um novo ciclo, os profissionais citados nesta reportagem souberam para onde ir, a quem recorrer e pedir ajuda. Agindo como eles, você manterá sua empregabilidade em alta.

CARA A CARA COM A DEMISSÃO
O quadro abaixo mostra o perfil dos executivos demitidos e também dos profissionais que têm se dado melhor diante de um cenário globalizado, com metas elevadas e prazos cada vez mais curtos:

QUEM SAI 
1. Os gerentes e diretores
Os demitidos são gerentes e diretores,em 46% dos casos. Outros 43% pertencem aos níveis intermediários (supervisão e coordenação, principalmente).

2. Os homens e os profissionais mais velhos
Os homens somam 61% dos demitidos.Desses, 30% estão na faixa etária entre 41 e 45 anos e 18% têm mais de 46 anos.No entanto, a busca por resultados de curto prazo e metas mais ambiciosas colocam homens e mulheres com idade entre 36 e 40 anos gerentes, na maioria como o novo alvo das demissões.

3. Os sem-planos e sem-noção
Se você não tem um plano de carreira de médio e longo prazos, comece a pensar em um para não ser surpreendido, no caso de uma eventual demissão.Seis em cada dez demitidos não esperavam a notícia.Aproximadamente o mesmo número de executivos não tem um plano B para recomeçar a vida profissional.

QUEM FICA
1. Os líderes com foco no resultado
As empresas querem bater metas e faturar mais. Só assim elas se tornam rentáveis. Aqui, cabe um alerta! Há cada vez menos espaço para chefes tiranos e opressores.Está em alta quem trabalha em equipe, sabe se comunicar com os pares e motivar os subordinados.

2. Quem sabe reconhecer seus ciclos
Saber quando é a hora de partir para outra (posição, área, empresa ou carreira) e recomeçar é uma das maiores qualidades dos profissionais bem-sucedidos. Gente como os executivos Cláudio Neszlinger, Sandra Vaz, André Portes Gomes e Ana Paula Araújo, que têm suas histórias contadas ao longo desta reportagem.

3. Os protagonistas da própria carreira
Nesta categoria, entram os profissionais que se auto-avaliam de tempos em tempos para saber como anda a satisfação com o trabalho e a vida pessoal. Estão dispostos a mudar e são adaptáveis a diferentes cenários.

Facilidade para abrir portas

Apesar da pouca idade, o administrador de empresas mineiro André Portes Gomes, de 33 anos, tem mais empresas no currículo do que muito executivo sênior. Em cerca de dez anos de carreira, ele passou por cinco multinacionais. Em média, André ficou dois anos em cada uma. Em nenhuma foi demitido. André foi mudando à medida que via uma oportunidade de crescer.Assim, chegou a diretor de vendas no Brasil da Huawei, multinacional chinesa do setor de tecnologia.E garante jamais ter abandonado um projeto antes de concluí-lo. André fez toda essa movimentação porque assumiu as rédeas da própria carreira.Desde cedo, ele identificou o que o motiva: desafios e se tornar presidente. Quando terminou a faculdade, o executivo foi para Phoenix, nos Estados Unidos, pois queria aprender inglês. O curso tomava apenas parte de seu tempo. Então, ele decidiu bater na porta da Xerox.Como não podia receber pelo estágio, a empresa bancou um curso de curta duração em Thunderbird, tradicional escola de negócios localizada em Glendale, cidadezinha que fica a 30 minutos de Phoenix. O episódio ilustra bem uma outra característica de André: sua facilidade para fazer contatos e abrir novas portas para si mesmo. Na maioria das vezes em que mudou de emprego, André teve a indicação de um profissional que conhecia.Atualmente, seu objetivo é refinar suas escolhas de carreira. E, claro, continuar crescendo.Como ele faz isso? Trocando e-mails e pedindo conselhos para presidentes como Donizete Santos, da SKF, e Sérgio Chaia, da Nextel.

NOME: André Portes Gomes
IDADE: 33 anos
FORMAÇÃO: Administrador de empresas
CARGO: Diretor de marketing e vendas da Huawei
EMPRESAS PELAS QUAIS PASSOU: Xerox, Ericsson, Multibrás, LG e Huawei
PONTOS FORTES:
* Sabe aonde quer chegar
* Decide sobre seu futuro profissional
* Dedica parte de seu tempo ao networking

Chegada ao topo sem demissão

Desde os 17 anos, a paulista Sandra Vaz, de 39 anos, vice-presidente de alianças e canais da Oracle, faz um ritual: em frente ao computador escreve seus pontos fortes, mais aqueles que precisa melhorar, o que conquistou no último ano e aonde quer chegar no próximo.Em suas palavras, esse exercício busca simplesmente responder à questão:"O que me faz feliz?". Foi preenchendo páginas de papel que a executiva construiu uma carreira de sucesso, sem nunca ter sido demitida.Seu primeiro emprego foi como estagiária na Cobra Computadores, onde ficou seis anos.Trabalhou mais seis anos na francesa Bull até migrar para a Oracle, em 1997.Antes de se despedir de cada empresa, ela refletia se já tinha aprendido tudo na última. Esse era o sinal para partir. Por várias vezes, Sandra viveu momentos de reestruturações, que implicaram demissões de colegas. Nessas horas, ela levava o currículo para o novo chefe e mostrava todos os resultados que tinha obtido. Só na Oracle, ela já teve mais de dez gestores, o que exigiu uma adaptação a diferentes cenários e estilos de trabalho.Para entender cada um, nunca deixou de pedir feedbacks sobre seu desempenho.Assim, chegou à vice-presidência. Em sua trajetória, se sentiu bastante insegura quando tirou licença para ter os dois filhos."Claro que tive medo", diz."Mas, antes de sair, deixei claro que meu objetivo era voltar e fazer mais pela empresa." Voltou, fez e chegou ao topo.

NOME: Sandra Vaz
IDADE: 39 anos
FORMAÇÃO: Analista de sistemas
CARGO: Vice-presidente de alianças e canais da Oracle
EMPRESAS PELAS QUAIS PASSOU: Cobra Computadores, Bull e Oracle
PONTOS FORTES:
* Pede e dá feedbacks constantes
* Avalia sua carreira ano a ano
* Mantém-se atenta a tudo que se passa na empresa e no mercado

No controle da própria carreira

Como estagiária na área de marketing da HP, a paulista Ana Paula Araújo estabeleceu uma meta: queria ser executiva de marketing.De lá pra cá, foi traçando um plano de carreira que buscava preencher todas as necessidades que o futuro cargo exigia. Por meio do networking, encontrou uma gerência trainee no IIR (Institute for International Research), do Informa Group PLC. Um ano após, pediu demissão para estudar nos Estados Unidos. "Ter inglês fluente e uma experiência no exterior era fundamental para meu plano", diz Ana Paula. Ao voltar para o Brasil, acionou sua rede de contatos novamente e recebeu a proposta da Xerox para assumir a gerência de marketing da área de canais. Depois de dois anos, ela pediu ao chefe para migrar para a área de vendas. "Para ser completa em marketing precisava dessa experiência", diz.Ao adquirir o conhecimento desejado, sentiu a necessidade de fazer coaching para saber que caminho tomar. "Com o coaching enxerguei que minha trajetória era coerente, mas que era hora de voltar ao marketing." Saiu, então, da Xerox no final do ano passado e assumiu a gerência de marketing da B4B, distribuidora de produtos de informática para varejo. Hoje, seu objetivo é tornar-se diretora para a América Latina.Para isso, além de fazer um MBA em marketing, em suas últimas férias, concluiu o curso de espanhol em Buenos Aires.Nas próximas, deve ir para o Chile, onde pretende fazer algum curso relacionado a negócios. Se até lá não mudar de posição..."Quero ser transferida para o México", diz."Preciso estar preparada para quando a hora chegar."

NOME: Ana Paula Araújo
IDADE: 29 anos
FORMAÇÃO: Administradora de empresas
CARGO: Gerente de marketing da B4B
EMPRESAS PELAS QUAIS PASSOU: HP, IIR (Institute for International Research), Xerox, B4B
PONTOS FORTES:
* Alimenta o networking
* Buscou fazer um coaching
* Investe na educação contínua

Saída muito bem negociada

Aos 33 anos, o paulistano Cláudio Neszlinger trocou, depois de oito anos de casa, a multinacional anglo-holandesa Unilever onde começou como trainee por um posto executivo, como gerente de RH da Microsoft no Brasil.Dois pontos motivaram sua decisão.Primeiro, o desafio de estruturar a subsidiária da empresa fundada por Bill Gates, que então contava com menos de 30 funcionários no país.Hoje, a Microsoft tem 500 empregados.Cláudio contratou quase todos eles, inclusive os dois últimos presidentes da companhia no Brasil. O segundo motivador foi o glamour que na época o ano era 1994 cercava as empresas de tecnologia. Como executivo de RH, ele ganhou jogo de cintura para trabalhar num setor dinâmico e cheio de gente com ego inflado.A ele coube recrutar os profissionais que deram a cara que a Microsoft tem hoje e o resultado necessário à sobrevida da companhia no país.Em fevereiro, depois de 12 anos, Cláudio jogou a toalha.Assim como a sua entrada, a saída foi uma decisão pensada."Pedi para sair porque não estava aprendendo mais.Faltava motivação", diz.Ter essa consciência fez toda a diferença.Ele expôs seus sentimentos aos superiores.Teve um feedback positivo dos chefes, que ofereceram a ele duas opções: ir para uma outra área ou ser expatriado. Mesmo assim, ele decidiu deixar a companhia." Já tinha cumprido meu ciclo lá".Entre comunicar sua vontade de deixar a empresa e sair, o executivo ainda ficou na Microsoft por um ano e meio.Durante esse período, ele cortou suas despesas fixas e se preparou para o momento de transição.Seu futuro ainda é incerto, mas o mais provável é que trabalhe no Terceiro Setor.

NOME: Cláudio Neszlinger
IDADE: 46 anos
FORMAÇÃO: Administrador de empresas
CARGO: Diretor de RH
EMPRESAS PELAS QUAIS PASSOU: Unilever e Microsoft
PONTOS FORTES:
* Percebeu o fim de seu ciclo
* Preparou-se financeiramente para a transição
* Identificou o próximo passo

ENTREVISTA
Autoconhecimento é fundamental

Para a psicóloga Elaine Saad, diretora da Right Management, os profissionais reconhecem seus maus comportamentos, mas fazem pouco ou nada para mudá-los
por
Gabriel Penna

O relacionamento pesa mais que a obtenção de resultados nas demissões?
Ambos são importantes.No entanto, a atitude é mais difícil de mudar.Se um profissional dá excelentes resultados, mas causa diversos problemas para a equipe, uma hora a empresa não agüenta e manda o sujeito embora. A própria equipe faz pressão para que esse profissional seja dispensado.

Como o executivo pode identificar o problema?
Quando ele não está bem na empresa, há uma série de sintomas.Fica infeliz, depressivo e começa a somatizar: perde o sono, fica indisposto, tem dores de cabeça, problemas cardíacos. Muitos chegam para gente e dizem que a empresa é uma droga, que ninguém o compreende.Em 80% das vezes, reclamam do chefe. Porém, quando você pergunta por que isso está acontecendo, eles não sabem as causas. E elas podem ser várias. A empresa errou na seleção, o executivo escolheu mal o emprego ou ele não refletiu sobre seu comportamento e o impacto que provoca nas pessoas.
E qual a solução?
O primeiro passo é se conhecer. Tem de saber responder a questões mais simples como: o que te causa estresse ou raiva, o que te dá prazer no trabalho e com que tipo de líder você gosta de trabalhar. Procure saber como o seu chefe e seus pares o percebem.Para isso, existe uma ferramenta maravilhosa que se chama feedback, que a maioria das pessoas não dá ou não pede.

Há ferramentas de treinamento para este fim?
Não existe uma fórmula mágica, como muitos ainda procuram por aí.Temos instrumentos conhecidos, como coaching, counseling, mentoring, que no fundo significam a mesma coisa.Até a terapia fora do trabalho pode ajudar. Às vezes, ler um livro basta.Tudo pode funcionar, desde que a pessoa esteja sensibilizada.Não adianta a empresa falar que ela precisa de um coaching.A palavra chave é proatividade.Ainda hoje, poucos têm iniciativa.
  Fonte: Portal Você S/A 

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